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História

Tabapuã do Córrego tem História


T – 0 quando garrote na Fazenda Água Milagrosa (1.942)


Dr. Charles Arthur Edwin Ortenblad e D. Izabel Lerro Ortenblad com seus três netos, Rodolpho, Dorival e Arthur.
(Fazenda Água Milagrosa 1931)

 Dr. Rodolpho Ortenblad e
D. Nadyr Penteado Ortenblad
(Fevereiro 1947)

Sede da Fazenda Água Milagrosa (Abril de 1.954)

Matrizes de chifre Nelore Aguzeratadas que originaram a 1º geração de Tabapuã Faz. Água Milagrosa
(Fevereiro de 1.945)


T-0 em Abril de 1.947 com suas Primeiras filhas

Quatro das primeiras filhas de T-0 mostrando sua prepotência hereditária.

Em 1.941, Sr. Júlio do Valle presenteou D. Izabel Lerro Ortenblad com um garrote môcho, o T-0. Cinco anos depois, ele já havia produzido 89 filhos, dos quais oitenta eram môchos e nove com chifres rudimentares. Seus proprietários podiam antever, no Tabapuã, o futuro de uma raça pela sua potência hereditária individual.

Os cruzamentos até então foram feitos em acasalamentos sucessivos paternos, de filhas e netas com o próprio pai e avô, in-and-in-breeding, pois com esse processo atinge-se mais rapidamente o objetivo, visto que os animais com defeito logo aparecem e são descartados, podendo então seguir a seleção com animais perfeitos e carga genética concentrada.

Quatro anos após o falecimento de D. Izabel Lerro Ortenblad, em 1.954, quando a seleção já alcançava a segunda geração nos cruzamentos, os filhos Rodolpho e Alberto decidiram separar a sociedade das fazendas: Água Milagrosa em Tabapuã, e Santa Cecília em Uchoa. Convidaram Sr. Júlio do Valle e seu genro Ribelli Marassi para serem avaliadores das referidas fazendas e ajudarem na partilha do gado.


Lote das primeiras gerações do T-0


T-0 em 1.953 em monta com suas filhas e netas. (in-and-in-breeding)

Realizada a partilha, foi sorteado o lote nº1 para Dr. Rodolpho e o lote nº 2 para Dr. Alberto. Na ocasião, já era grande o plantel Tabapuã em ambos os lotes.

Assim, a partir de 1.954, com o plantel da Família Ortenblad separado fisicamente, a Fazenda Santa Cecília em Uchoa continuou severo trabalho seletivo com acompanhamento de Arthur Ortenblad Neto.

A Fazenda Santa Cecília incorporou ao seu plantel 116 novilhas baias em 1.956, descendentes de irmãos e do pai de T-0, para seguir com os cruzamentos em linha direta, in-and-in-breeding.

O primeiro apoio oficial só ocorreu em 1.959, quando Dr. Afonso Tundisi selecionou um grupo de animais que foi exposto no Parque da Água Branca em São Paulo. Foram realizados estudos e observações pelo então diretor do DPA (Departamento de Produção Animal), Dr. João Barisson Villares, que estabeleceram o primeiro padrão para a raça e causaram ótima repercursão nos meios pastoris do estado.


Vacada baia usada na formação do Tabapuã Faz. Santa Cecília
(Fevereiro de 1.957).


Primeiros lotes de Touros à venda para formação de novos núcleos. (Faz. Santa Cecília 1.959)

O D.P.A manteve entre 1.961 a 1.970 o registro genealógico do rebanho, o que contribuiu para dar novas coordenadas aos proprietários, traçar novos rumos na seleção e catalogar dados zootécnicos imprescindíveis para o futuro da raça.

Em 1.959 a fazenda iniciou venda de animais para formação de novos núcleos.
De 1.961 a 1.975 a fazenda enviou animais para Provas de Ganho de Peso (feeding – tests) para competir com outras raças Zebuinas, onde o Tabapuã foi campeão várias vezes, em Barretos e Sertãozinho, com ganho médio de 964g/dia em ração total com 10,5 a 11% de proteína.
Santa Cecília destacou-se obtendo o maior peso médio ajustado para 460 dias em Sertãozinho 10/06/70 conforme dados abaixo.

Posição do Bramocho em Prova de Ganho de Peso

O melhor peso médio ajustado para 460 dias, Prova de Ganho de Peso de Sertãozinho, promovida pela Secretária da Agricultura de São Paulo. O Bramocho da Fazenda Santa Cecília destacou-se, obtendo o melhor peso médio. Segundo nos informou seu proprietário, Sr. Rodopho Ortenblad, de um grupo de cinco animais da linhagem de Tabapuã, um deles classificado como Superior, e os outros quatro ” Elite”, conferiram as pesagens ajustadas seguintes: 362,382,380, e 373 quilos.
A comparação comprobatória pode ser atestada no quadro abaixo, referente a animais que participaram do certame:

RAÇAS Garrotes PC 460 (kg)
Bramocho (TABAPUÃ) 5 377,2
Guzerá 35 353,37
Nelore 34 324,18
Nel – Mocho 25 312,64
Gir 21 309,19

A classificação, por raça, foi a seguinte: Bramocho (Tabapuã): 4 elite e 1 superior; Guzerá: 10 elite, 13 superiores e 12 regulares; Nelore: 2 elite e 8 superiores, 20 regulares e 4 comuns; Nel – Môcho: 1 elite, 2 superiores, 15 regulares e 7 comuns; e Gir: 2 elite, 9 superiores, 6 regulares e 4 comuns.

Já em 1.971, Sra. Maria Helena D. Adams obteve a 1º classificação com o garrote Contato da Prata, filho do touro Aclamado da Santa Cecília, campeão Barretos 1.970, adquirido pela fazenda Morada da Prata.

Contato da Prata teve PC 460 dias de 443kg e obteve preço record no leilão de Sertãozinho sendo arrematado por um valor extraordinário para a raça na época, mais reserva de 1000 doses de semên.
Com isso a Fazenda Santa Cecília já comprovava a qualidade de seus touros que formavam novos plantéis no país.


Contato da Prata
Filho de Aclamado da Santa Cecília
(Campeão PGP em Sertãozinho 1.971).

Em 1.966, a fazenda iniciou o Controle de Desenvolvimento Ponderal e obtinha a seguinte média em RA -1 (Regime alimentar a campo):

  M (kg) GPD (g) F (kg) GPD (g)
PN 32 30
PC 205 184 741 163 648
PC 365 258 619 231 550
PC 550 363 601 316 520
PC 730 476 608 393 497

Os dados acima mostram que em 66 a 69 o Tabapuã já obtinha um GPD de 608g nos garrotes a campo alcançando 16,5@ com 24 meses.
No controle de Desenvolvimento Ponderal nenhuma raça zebuina alcançava as médias obtidas pelo Tabapuã, que cada vez mais comprovava o trabalho seletivo dos criatórios nacionais e a força própria da raça.


Canãa da Santa Cecília 1º Lugar no Feeding-test Barretos (1.964) com ganho de 120kg em 140dias (0,857g/dia/com ração total 10,5% de proteína)


Cachopa da Santa Cecília 2º lugar feeding-test Barretos (1.964)
Grande Campeã Água Branca – SP
Res Campeã SJRio Preto – SP

Dominante da Santa Cecília 4º lugar feeding-test Barretos (1.967) ganho 135kg em 140dias (0,964g/dia com ração total de 10,5% proteína) Campeão Barretos, São José do Rio Preto e São Paulo.


Progênie de pai (Dominante)
Boliche, Barra Limpa, Bacana e Bolão

Voltando um pouco atrás, quando o D.P.A (Departamento de Produção Animal) iniciou o registro genealógico do rebanho, a Fazenda Santa Cecília apartou uma cabeceira do gado existente e iniciou a comunicação de cobertura destes plantéis.

Entre 1.961 e 1.962, foram utilizados os touros Monte Branco e Marciano, com 30 vacas cada. Eles produziram 45 bezerros com 2 mortes. Resultado: Uma fertilidade “de cria ” de 71% onde 82,2% das crias eram môchas:
O ponderal desses produtos foi o seguinte:

  M (kg) GPD (g) F (kg) GPD (g)
PN 27 25
PC 205 175 721 162 668
PC 730 415 531 334 423

As novilhas deram a 1º cria com média de 38,4 meses. Das 18 novilhas, 10 deram leiteiras e dos 16 garrotes, 6 foram utilizados como touros.

No 2º ano de controle pelo D.P.A., 62/63, os touros usados foram Califa, Gagarin, Império e Bankok.

Das 74 vacas cobertas nasceram 63 bezerros, com 1 morte, resultando uma fertilidade de cria de 83,78%, onde 81% das crias eram môchas.
O ponderal desses produtos foi o seguinte:

  M (kg) GPD (g) F (kg) GPD (g)
PN 29 26
PC 205 162 648 151 609
PC 730 411 523 310 389

As novilhas deram 1º cria com média de 37,5 meses. Das 19 novilhas, 8 deram leiteiras e dos 26 garrotes, 10 foram utilizados como touros.

A partir do 3º ano de controle se iniciaram as montas em curral, montas dirigidas, visto que já se observava os melhores acasalamentos.

No 5º ano, 65/66, foi feito um plantel com touro nelore registrado e importado, o Kakinada da Cachoeira, plantel de Celso Garcia Cid. Neste período, obteve 83,8% de animais môchos e um dos produtos foi muito premiado em diversas exposições: o Apis da Santa Cecília que se mostrou excelente padreador.

No 6º ano de controle, 66/67, já se obtinha média de 82% nascimento e 77,3% de cria com 80,8% dos produtos môchos perfeitos.


Apis da Santa Cecília, filho do Nelore importado (1.966)
Kakinada da Cachoeira, Campeão em São José do Rio Preto e São Paulo.


Capixaba da Santa Cecília,
filho de Bretão (Tabapuã) com vaca (Guzerá) Paraibana RGD A3522;
Campeão Touro Jovem SP (1.972); Grande Campeão Uberaba (1.972);
Grande Campeão Avaré (1.972) e Londrina (1.972).

Nota*: Observe acima os animais Apis da Santa Cecília (Tabapuã x Nelore) e Capixaba da Santa Cecília (Tabapuã x Guzerá) estes cruzamentos eram possíveis na formação da raça enquanto o livro era aberto.


Tabapuã II Campeão Junior São José do Rio Preto (1.967); Reservado Campeão Júnior SP (1.967); Campeão Presidente Prudente e Jaú (1.968)


Danúbio da Santa Cecília (858kg aos 44 meses): Campeão Touro Jovem Goiânia (1.972);
Grande Campeão Uberaba (1.973);
Grande Campeão São Paulo (1.973) Recordista de peso da Raça nessa época.

Em 1.966, a fazenda Santa Cecília começou a expor o plantel. A primeira exposição de que participou foi em São José do Rio Preto. Depois desta, foram inúmeras as exposições, como por exemplo : Araçatuba, Lins, Jaú, Avaré, Ourinhos, Presidente Prudente, Bauru, Londrina,Barretos, Goiânia, Uberaba, Esteio, etc…

Participou também de exposições de gado de leite em 1.966, 70 e 71 na Água Branca em São Paulo em 1.970, obteve o maior número de pontos da exposição.
Em 1.966, surgiu a idéia de se fazer o controle leiteiro, efetuado pela Associação Paulista dos Criadores de Bovinos, no qual a fazenda Santa Cecília comprovou a habilidade materna do Tabapuã. Entre 1.968 e 1.974, apresentou lactação média de 257 dias e produção de 1805kg de leite (7,023L/vaca/dia com 4,6% de gordura), IEP de 14 meses, demonstrando precocidade, peso e elevada produção.

Aqui é importante considerar que os animais com produtividade acima de 2000kg na lactação de 305 dias podem ser enquadrados, funcionalmente, como sendo de uma raça mista!
Apesar dessa aptidão natural, o Tabapuã esmera-se na seleção de virtudes de corte. Esse é o seu caminho.

 

 

 

 

As recordistas de controle leiteiro foram:

Prova Divisão 365 dias de Lactação

Nome Nº DPA Nº ABCZ Kg leite Kg Gordura % Gordura
Argentina 29 181 3671 130 3,54%
Criola 2985
Formada 2794
Goiânia 419 176 2693
Fuzarca 2612 124,2 4,75%
Brigite 214 163 2523 118 4,67%
Garota 2021 193 2440
Média 2816,8 124,06 4,32%

(Controle Oficial Associação Paulista dos Criadores de Bovinos 1.968 a 1.974)

Os dados acima mostram média de 7,71kg de leite em 365 dias (1 ano) com 4,32% de gordura

Prova Divisão 305 Dias de Lactação

Nome N¼ DPA N¼ ABCZ Kg leite Kg Gordura % Gordura
Argentina 29 181 3413 141,67 4,15%
Tatuzinha 2688 120,66 4,48%
Garota 2021 193 2249 115,07 5,11%
MŽdia 2783,33 125,8 4,58%

(Controle Oficial Associação Paulista dos Criadores de Bovinos 1.968 a 1.974)

Os dados acima mostram média de 9,12kg de leite em 305 dias (10 meses) com 4,58% de gordura

A recordista do Controle leiteiro foi a vaca Argentina RGN 181 que na 9º Cria em 365 dias lactação produziu 3018kg (8,26kg/dia) com 136kg gordura (4,49%) e foi Campeã Controle leiteiro na sua 10º cria produzindo 3671kg em 338 dias lactação (10,86kg/dia) com 130kg gordura (3,54%).

Nossas matrizes desde o início da seleção dão um show de habilidade materna.

Vacas do Controle leiteiro (1.966)

Brazão da Santa Cecília, touro usado na linhagem leiteira, grande campeão São Paulo (1.971), Campeão Senior Uberaba (1.971) e Londrina (1.972).

Brigite da Santa Cecília
Campeã Vaca Adulta São José do Rio Preto (1.968)
1º Cria 1.780kg leite em 192 dias lactação
(média 9,72L/dia com 80kg gordura)
2º Cria 2.523kg leite em 353 dias lactação
(média 7,14L/dia com 118kg gordura)

Garota da Santa Cecília
Divisão prova 365 dias
2.440kg leite com 124,20kg gordura.
Campeã Jr. SP, Londrina e
Reservada Campeã São José do Rio Preto.

O desenvolvimento desse trabalho leiteiro deu ao plantel da Fazenda Santa Cecília qualidades que dificilmente se encontram em algum outro plantel, no qual o Tabapuã comprovou todos os resultados que vinha obtendo em provas de ganho de peso e Desenvolvimento Ponderal.

Em 1968, foi fundada a Associação dos Criadores de Zebu môcho para promover a união dos criadores visando uma melhoria da raça.

Três anos depois, uma comissão Técnica da ABCZ iniciou um estudo “in loco” do comportamento do môcho Tabapuã observando em 5 criatórios mais de 3 mil animais, junto a trabalhos fornecidos pelo Ministério da Agricultura e Secretária da Agricultura do Estado de São Paulo e com todos esses dados foi feito um relatório. Este descreve o Tabapuã como uma raça composta de animais pesados, de caracterização e conformação harmoniosas, com predominância absoluta de caracter môcho, boa precocidade, fertilidade e ausência de quaisquer vestígios de cruzamentos com raças européias, devido à prepotência hereditária através de um trabalho seletivo consangüíneo de vários anos de escrituração zootécnica, feito com caracter particular.

Decidiram então os técnicos optar pelo registro provisório em regime de livro aberto por 10 anos, sugerindo a classificação da forma étnica, ao invés de tipo zootécnico.

Em 05/02/1971, foi feito o primeiro registro do môcho Tabapuã, na Fazenda Santa Cecília. A comissão de registro foi formada com a presença dos Srs., Dr. Hilto Totti, presidente da ABCZ, Dr. Ney Martins Junqueira, secretário, Sr. Mário Cruvinel Borges, Dr. Argeu do Carmo Russo, Sr. João Rodrigues da Cunha, Dr. Noel Souza Sampaio, Dr. Hilton Telles Menezes, Dr. Antônio Marmo Machado Borges, Dr. José Roberto, Dr. Romulo Kardec Camargos, todos da ABCZ, tendo comparecido ainda, o Dr. Raimundo Nogueira, do Ministério da Agricultura, além de criadores vizinhos e integrantes da Diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Môcho Tabapuã, tais como: Sr. José Olímpio, criador em Catanduva, Dr. Benedito Luís Pimentel, criador em Lins – SP.

Toda a comitiva foi recebida por Arthur Ortenblad Neto. Terminado o registro que constou de 27 machos e 210 fêmeas a comissão se retirou, a fim de atender outros criatórios de môcho Tabapuã em todo o território nacional, aumentando assim o n.º de animais registrados.


Foto Histórica, Arthur Ortenblad Neto Registrando o primeiro animal, Apis da Santa Cecília com RGD 101 (05/02/1971)

Vista da Sede da Fazenda Santa Cecília Junto à comissão do 1º Registro feito pela ABCZ em 05/06 e 07/02/1971

Alguns dos noticiários que se referiam ao sucesso da raça em formação


Garrotes sem Chifres deu origem a raça “Tabapuã”

Capa da Folha de São Paulo Arthur Ortenblad Neto com Presidente Geisel em Uberaba (1.974)

Selos Comemorativos da 1º Raça Brasileira

Em 23/03/1.981 a Secretária Geral do Ministério da Agricultura reconheceu o nome “Tabapuã” como raça, achando desnecessário a referência ao caracter môcho. Foi estipulado o fechamento do livro em 01/02/83 para machos e 01/02/86 para fêmeas e desde então, criadores espalhados por todo o país continuam seus trabalhos com a raça, junto à ABCZ.

Em 1.975 iniciou-se o processo de divisão da Fazenda Santa Cecília, no qual Dr. Rodolpho Ortenblad e Da. Nadyr Penteado Ortenblad decidiram dividir o plantel para seus três filhos: Rodolpho, Dorival e Arthur, que continuaram a criação com seus respectivos plantéis.

Em 1.977 foi feita uma exportação para Argentina de aproximadamente 130 animais P.O.

Um ano após a fazenda já ter sido dividida, a Fazenda Córrego da Santa Cecília, assim denominada por Arthur e Lucilla, continuava seu trabalho com o rebanho que lhe foi destinado da partilha, seguindo um rígido trabalho a campo, onde precocidade, fertilidade e monitoramento de pesagens eram fundamentais.

Em 1.992 é introduzida a informatização de toda a escrita do gado, possibilitando aprofundar-se cada vez mais no processo seletivo, como por exemplo: obtenção dos Pesos Calculados aos 205,365,550 e 730 dias o controle reprodutivo das matrizes, isto é, relação de todos seus filhos com classificação em E, S, R e I (Elite, Superior, Regular e Inferior) em relação à média da desmama em que participaram, IEP (Intervalo entre partos ) e IPP (Idade ao primeiro parto), MPD (Média de peso a desmama).

Hoje a média geral do rebanho esta em 87% de fertilidade “de cria”, IEP de 14,5 meses, com 1.200 matrizes P.O em idade reprodutiva.

A razão em provar animais em regime alimentar I, isto é, a campo é a de não “mascarar” a seleção. O animal que é desmamado, sendo Superior ou Elite a campo, vem provar além de sua carga genética a qualidade de aleitamento de sua mãe. Depois de desmamado, se continuar sendo S ou E em relação ao seu lote contemporâneo mostra suas qualidades individuais em adaptação, precocidade, rusticidade e conversão alimentar.

Temos animais em Prova de Ganho de Peso para servir de parâmetro em relação a performance de outros rebanhos, de outras raças e para atender os compradores de touros provados pela ABCZ.

A fazenda parou de expor e competir de 1.975 a 1.995, mas nem por um instante deixou de fazer o seu intenso trabalho seletivo para mostrar o sangue, que desde o T-0 vem nos estimulando a espalhar o Tabapuã pelo planeta, cooperando com a pecuária nacional e mundial para suprir as necessidades desse novo milênio.

Com o falecimento de Arthur em 1.993, que era e sempre foi um nato “Tabapuã Adict”, sua esposa Lucilla e seus filhos continuam o seu trabalho.

Em 1.994 ampliaram a área e adquiriram uma propriedade em Paranaíba-MS, Fazenda Nuvem Branca, onde decidimos continuar com o sangue fechado desde a origem para podermos fazer um estudo comparativo com a Fazenda Córrego da Santa Cecília, em Uchoa – SP, onde iniciamos um programa de choque de sangue com touros de mesma linhagem com DEPs positivos e que tenham conseguido campeonatos em Uberaba – MG. (Termômetro da pecuária Zebuina Nacional).

Em 1.995 resolvemos voltar a expor e como todos sabem que no mínimo necessita-se de 4 anos para montar um time completo de exposição(animais que participem de todas as categorias que vão de 8 a 48 meses), a Fazenda Córrego da Santa Cecília teve constante ascensão na classificação geral de pontos em Uberaba e em 2000 já conseguimos conquistar o titulo de 3º melhor expositor da raça.

Com isso mostramos que base genética ninguém constrói em 5 anos, ela necessita tempo e critério seletivo rigoroso e uma vez alcançada essa base o avanço é visível e veloz. Não fizemos esse trabalho para mostrar a ninguém que estamos no caminho certo e sim a nós mesmos que temos a certeza de fazer uma seleção honesta e criteriosa acompanhando as necessidades das regras do mercado atual, produção de qualidade, em menos tempo e a menor custo.

Não acreditamos somente em desempenho individual e sim em desempenho do rebanho, por isso não tomamos por base resultados de exposição onde se escolhem animais que se adaptem ao RA-3 (Regime alimentar em confinamento) e os super alimenta com todo o avanço da Nutrição atual,”Mascarando” totalmente a realidade do país que é produzir Boi a campo e/ou o tão falado “Boi Verde”.

Seleção e Persistência tem um paralelo em comum, o gratificante na seleção é que quando estamos no caminho certo os resultados são visíveis a cada geração.

Veja no Tópico raça acompanhamento de CDP período 95 a 99 onde as nossa médias eram:

Médias PC 205,365,550 em RA -1
(Animais Nasc Agosto a Nascimentos 1995 a 1999)
  M (kg) GPD (g) F (kg) GPD (g)
PC 205 180 726 168 673
PC 365 266 643 237 567
PC 550 367 610 296 483

Já em 2000 a 2005 as médias eram:

Médias PC 205,365,550 em RA -1
(Agosto a Novembro de 2000 a 2005)
  M (kg) GPD (g) F (kg) GPD (g)
PC 205 196 795 183 741
PC 365 303 745 259 624
PC 550 429 723 350 580

As Tabelas acima mostram um ganho no GPD ( Ganho de peso dia ) de 10 % para 205 dias e de 15 a 20% para animais nas idades padrão de 365 e 550dias comprovando o ganho em performance tanto quando o efeito maternal é presente (205 dias) e maior ainda na recria.

Isto mostra um ganho visível em performance que tem efeito direto na taxa de desfrute,percebemos claramente o avanço que a seleção traz quando é trabalhada com critérios técnicos seriamente seguidos.

Para facilitar e potencializar o uso pratico de nosso banco de dados em 2005 iniciamos o projeto Cremeg. (Controle de Rebanho com melhoramento Genético), que é um sistema de análise que permite radiografar a fundo vários dados de performance deixando a tona os animais que não acompanham nossas médias, facilitando e tornando 100% íntegros os descartes.

Fincado nos pilares da eficiência reprodutiva, ganho de peso e raça o Cremeg permite que este Web Site “converse” com o programa nos tópicos de Genealogia e Lotes a Venda, onde os Srs poderão ir do lote ao indivíduo mostrando toda sua arvore genealógica e seu desempenho no CDP.
Como seleção é uma maravilhosa estrada sem fim o nosso desafio agora é trazer a tela todos os dados de performance reprodutiva de suas famílias deixando totalmente transparente ao nosso cliente esse “conteúdo” Genético que cada individuo do Córrego traz. Eficiência Testada e Comprovada !!!

Por mais nova que seja essa raça (1.941 – 2007), já se mostra campeã em várias Provas de Ganho em Peso melhor conversão alimentar (+ carne), 2º colocado em Controle Leiteiro junto a outras raças zebuinas (+ leite), transmissão do caracter môcho no mínimo de 80% na primeira geração (F1), além de precocidade, fertilidade, docilidade e sangue Brasileiro mais do que adaptado do Oiapoque ao Chuí. Isso tudo se chama Tabapuã do Córrego.

“Córrego da Santa Cecília, único fragmento recebido com amor e gratidão, por isso, se transformou em pouco tempo, em lindo e agradável rincão, onde parte da minha família vive, com alegria e promissor futuro, fruto de inteligência construtiva, fatores esses que, além de me proporcionar estes agradáveis dias, me dão segurança de porvir permanente. Dou graças a Deus de minha velhice receber, pelo menos tão grata dádiva, de parte daquilo que construí. Que Deus reserve a querida Lucilla, ao amado Arthur e aos herdeiros um feliz e harmônioso futuro,são meus sinceros desejos”.

Rodolpho Ortenblad
(1.899 – 1.995)
Uchoa 04 de Agosto de 1.979

Politz do Córrego é Campeão do CP Lagoa 2010
Ingressamos no Programa de Avaliação Genética da ANCP (Associação Nacional do Criadores e Pesquisadores), fomos um dos Primeiros Rebanhos a ter o rebanho com status de duplamente avaliado (PMGZ – ABCZ e ANCP), juntamente com as Fazendas Buona Sorte e Copacabana.
Acreditamos que este seja o futuro da pecuária, rebanho avaliado contempla acompanhamento preciso de dados criteriosamente tabulados, onde conseguimos enxergar, o caminho seguir com uma ” Lupa consistente”; quais as potencialidades e carências a serem trabalhadas. Toda decisão tomada 100% em cima de DEPs positivas (Diferença Esperada das Progênies), conseguindo através destas ferramentas ganhar muito TEMPO, tempo este precioso, visto que pecuária é uma atividade de ciclo longo.

Iniciamos uma Consultoria com o Professor Bergman – UFMG, todo o seu trabalho se da em cima de uma análise profunda no Banco de Dados da Córrego e Nuvem Branca junto a ANCP, análise realizada em cada geração com acompanhamento até o sobreano, para complementar este banco de analise passamos a adotar a Ultrassonografia de Carcaça em todo o Sobreano ranqueando os animais de melhor carcaça para conhecermos quais famílias transmitem estas características diretamente ligadas a precocidade em acabamento e precocidade sexual.

Sob a sua orientação começamos a Realizar a Andrologia precoce (animais de 14 a 17 meses) também com Ranking de performance que se transformam em DEPS, na safra 2012 (nascimentos AGO a NOV de 2010) obtivemos 90% de animais positivos nesta idade.

Russel do Córrego é escolhido como Touro Jovem para teste de Progênie na 3 Expogenética.

Iniciamos a participação com Stand na Expogenética em conjunto com as Fazendas Buona Sorte, Copacabana e Dornellas. Expogenética é uma Feira Técnica que acontece na Terceira semana de Agosto voltada exclusivamente ao Zebú de Avaliação, tendência da pecuária mundial onde o mérito é tabulado em cima de dados de performance 100% fundamentados em Produtividade, bandeira que o Tabapuã do Córrego defende e sempre defendeu desde o primeiro acasalamento, isto é, 70 anos de seleção criteriosa.

A Fazenda Córrego da Sta Cecília conquista o selo Global G3

Certificação Global G

Prezado Criador,
Para conhecimento, seguem abaixo as definições dos Certificados Global G1, G2 e G3 atualizadas.
As fazendas certificadas GLOBAL G possuem gestão da qualidade dos dados, aplicam de forma mais eficiente as técnicas de melhoramento animal e contribuem com o meio ambiente.

Certificação:
G1 – Qualidade da Informação: são avaliados requisitos relacionados à Qualidade da Informação. Para se certificar, devem ser atendidos 100% dos itens obrigatórios. É imprescindível a presença da equipe da fazenda durante a visita, realizada exclusivamente por um técnico da ANCP. Conquistado o selo G1, o consultor ANCP orientará quanto à obtenção do selo G2 – Melhoramento Genético.

G2 – Melhoramento Genético: a verificação é realizada pela ANCP, sem necessidade da visita do Consultor. A fazenda deverá ser participante do programa há pelo menos 4 anos, ter evolução genética para características economicamente importantes para raça e estar certificada no G1.

G3 – Sustentabilidade Genética: para certificar no G3 não é obrigatório estar certificado no G1 ou G2, mas é recomendado. O principal objetivo da ANCP com o G3 é contribuir para o marketing positivo da pecuária nacional. Dados preliminares de fazendas certificadas no Global G3 demonstraram que a preservação das matas ciliares e reserva legal, paralelamente a utilização de animais geneticamente superiores em rebanhos comerciais, resulta na diminuição da emissão de metano, aumento do seqüestro de carbono e produtividade por hectare.

O Certificado e as Normas para Uso do Selo serão disponibilizados após análise e parecer do Comitê Global G e terá validade de 01 (um) ano para o G1 e G3 e 03 (três) anos para G2.

Maiores informações, entre em contato com a ANCP pelo telefone (16) 3877-3260, falar com Sabrina Trigo ou Isadora Lovo.

Notícia enviada por: Isadora Lovo
Depto. Qualidade e Processos ANCP

Resultado de um trabalho

Colheita de uma SUPER SAFRA, primeira nascida sob orientação do Prof Bergman, onde apesar de termos um verão com baixa pluviosidade conseguimos média acima de 200Kg (média Machos e Femeas) em mais de 700 bezerros desmamados.

Russel do Córrego touro escolhido na 3 Expogenética para teste de Progênie já mostra resultados SUPER promissores.

Russel (Avaí em vaca Tarolo), TOP 1% MGT e 3% IQG.

1) Foi Quarto Lugar na 44 PGP da Córrego onde terminou com 537 Kg, Superior e Excelente no Epmuras.

2) Foi escolhido como Touro Jovem ABCZ – Embrapa durante a Terceira Expogenética.

Fotos AGO/2012 com 4 anos

3) Fiz uma estação de Monta Outono 2010, nasceram seus primeiros produtos, coloquei 2 Bezerros (CSC 10817 e 10843) na 58 PGP CSC, fez o Campeão e o Vice Campeão ambos Elite e Excelentes no EPMURAS, dentre 22 animais.

4) Fizemos uma coleta na Fazenda e utilizamos em IATF + MN na estação de verão de 2010 de Progênies que acabam de ingressar em PGP, de 90 Bezerros integrantes das 3 ultimas PGPs em andamento, 16 são filhos do Russel = teste de progênie.

5) Casal de Bez filhos do Russel com 5 meses (A 6793 M e A 6801 F).

6) Progênies do Russel.

RGN 10854 Volga, RGN A6801 Maya e RGN A6850 Miomancia

RGN 10819 Vihansa e RGN 10843 Trajeto

Russel do Córrego promete muito, pela produção que vem apresentando; touro jovem, vai fazer 4 anos em AGO 2012 e já está com 54 filhos nascidos, destes 43 Desmamados com média nos Machos de 221Kg e nas Fêmeas de 197Kg a campo (Nascidos 30M e 24F, destes 30M temos 16 entrando em Prova, dois Campeões e Vice da Última PGP da Córrego, e das 24 Fêmeas, 14 delas desmamadas, 13 foram para Reserva (3 na cocheira)).

Exemplo de Produtividade tão promissora$$$$$, esta é a nossa Bandeira, estes são os Resultados de nosso Rebanho.

Junte-se a nós, escolha Genética Tabapuã da Córrego !!!

Tabapuã da Córrego, eficiente a toda prova !!!!


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